O sistema de posicionamento global (GPS) é um serviço de localização utilizado há muitos anos, e começou com foco em aplicações militares. O nome do sistema é Navstar GPS e o dono é o governo dos EUA, que o mantém operacional, para que as pessoas possam utilizá-lo gratuitamente. O funcionamento é baseado na triangulação de sinal vindo de diversos satélites geoestacionários que ficam na órbita da Terra.

Para obter sua localização, o dispositivo precisa receber o sinal do GPS, e assim irá calcular onde ele está, baseando em quantos satélites ele consegue enxergar. Pela imagem acima, podemos notar o funcionamento do processo de triangulação. Com apenas 1 satélite, o dispositivo pode estar em qualquer lugar da área de cobertura. Com 2 dispositivos, é possível traçar uma linha mais próxima, porém ainda pouco precisa. Ao ter visada para mais de 3 satélites, o dispositivo poderá calcular, baseado em Latitude e Longitude, sua localização mais aproximada. Dificilmente dispositivos GPS conseguirão obter este sinal dentro de prédios, residências ou túneis, pois o sinal é enviado de tão longe que não tem força para penetrar estruturas de construções, como ocorre com o sinal de celular.

O conjunto de todos os satélites GPS usados para rastreamento é também chamado de constelação, e é composto por 24 satélites, que giram ao redor da Terra de maneira uniforme e organizada. Existem outras constelações, de outras empresas (como GLONASS e Iridium) que tem a mesma função, mas usam outros satélites. É possível ver na animação acima que, um determinado ponto na terra consegue ter até 9 satélites visíveis em dado momento. As rotas dos satélites são calculadas para terem no mínimo 6 satélites visíveis no céu de uma determinada região. Por este motivo, conseguimos rapidamente obter nossa localização utilizando aparelhos como rastreadores veiculares, smartphones e relógios fitness, por exemplo.

Existe grande confusão no conceito de GPS e GSM, onde as pessoas imaginam que o uso do GPS está condicionado ao uso de dados móveis (2G/3G/4G) no caso dos smartphones, principalmente. Muitas vezes esta associação ocorre porque quando não há sinal de dados, o aparelho não consegue carregar o mapa, e consequentemente não consegue localizar o dispositivo. Esta ocorrência faz com que aplicações de navegação como Google Maps e Waze não funcionem corretamente. Para deixar este conceito mais claro, é importante entender que as antenas GPS são apenas receptoras, por isso são tão pequenas, a ponto de caberem dentro de um relógio (no caso dos monitores de atividades físicas). São como o rádio FM que podemos ouvir música, mas não conseguimos enviar nenhuma informação para a parte transmissora. Desta forma, a antena GPS recebe os dados da localização do Satélite e processa isso de acordo com o nível de sinal. Por outro lado, a antena GSM, responsável pelas conexões 3G e 4G, é capaz de receber e enviar dados para a internet. Esta capacidade acaba consumindo mais bateria e também utiliza o pacote de dados adquirido junto à operadora de telefonia.

No mercado de rastreamento veicular, existe um comportamento similar, porém sem interação do usuário. Analisando a imagem acima, fica fácil entender que o dispositivo instalado no carro precisa exercer duas funções: localização do carro e se comunicar com a internet. A localização é a informação primária, que será obtida através da Antena GPS. Com posse desta informação, uma central de controle não consegue saber onde o veículo está, e por isso precisa que haja conexão do rastreador com a internet, através de um chip de dados M2M. Em resumo, as informações são enviadas pela internet para o servidor da empresa que faz o rastreamento, que então é capaz de colocar no mapa a localização do dispositivo, e tomar ações de acordo com a necessidade. Esta comunicação abre portas para diversas atividades, como monitoramento remoto, controle de cerca eletrônica (que permite uso do veículo apenas dentro de áreas restritas), avaliação do modo de direção do motorista, bloqueio do veículo, monitoramento de sensores do automóvel ou caminhão, e até mesmo identificação de funcionamento do motor, portas e luzes.

Para que a comunicação seja feita com a internet, é de extrema importância que se tenha Sim Cards M2M com pacotes de dados compatíveis com o equipamento que estão conectados. Valide sempre isso com seu fornecedor, para garantir o bom funcionamento. A forma como os dispositivos rastreadores se comunicam com os servidores das empresas de monitoramento variam bastante entre as diferentes marcas, e principalmente, variam de acordo com o mercado em que é utilizado. Para casos de rastreamento de casco de veículos, os rastreadores podem transmitir informações a cada 15 minutos, gerando grande economia de dados. Por outro lado a demanda de comunicação de telemetria, por exemplo, faz comunicações com a internet mais de 1 vez por minuto, gerando maior volume de dados coletados e consequentemente necessitando um pacote de dados ainda maior. A Link Solutions oferece pacotes M2M que variam de 2MB até 50MB e seus consultores comerciais estão preparados para ajudá-lo na escolha de qual o plano mais adequado, garantindo maior eficiência na gestão dos custos operacionais da sua empresa.